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Multas por excesso de velocidade: o que pode mudar?

As multas por excesso de velocidade são uma medida incontornável para diminuir a sinistralidade na estrada…e os números assustam. Segundo dados da União Europeia, em 2019, houve 23.000 fatalidades nas estradas europeias, e estima-se que 10 a 15% de todos os acidentes de viação (e 30% dos acidentes fatais) seja um resultado direto do excesso de velocidade.

Assim, como é possível falarmos no possível fim das multas por excesso de velocidade se continua a ser urgente tomar medidas para diminuir os acidentes causados pelo desrespeito dos limites de velocidade?

A resposta é simples: com recurso à tecnologia.

Porque é que as multas por excesso de velocidade podem perder importância?

Desde o dia 6 de julho que, de acordo com as normas da legislação europeia, todos os automóveis de passageiros e veículos comerciais novos vendidos devem estar equipados com o assistente de velocidade inteligente ou, em inglês, o ISA (Intelligent Speed Assistance).

Esta tecnologia passa agora a estar ativada por defeito e o seu principal objetivo é evitar que os condutores excedam os limites de velocidade durante a condução.

Com o ISA, a Comissão Europeia pretende reduzir as colisões em 30% e, sendo um sistema automático, as multas por excesso de velocidade podem perder relevância e muitos questionam se vão, inclusive, continuar a existir num futuro próximo.

Ler mais: Sabe como funciona a carta por pontos? Nós explicamos

Como funciona o ISA?

O ISA é um sistema tecnológico avançado que impõe automaticamente um limite de velocidade ao condutor durante a condução.

Através de câmaras integradas e de um sistema GPS, o assistente de velocidade inteligente consegue ler todos os sinais à sua volta, saber qual é o limite de velocidade permitido na zona, e calcular a velocidade a que se desloca o veículo.

Em caso de excesso de velocidade, o ISA deve avisar o condutor através de uma das seguintes formas:

1. Ajuste automático da força no pedal: o pé do condutor é gentilmente empurrado para trás;
2. Redução automática da velocidade (independentemente de o condutor continuar com o pé no acelerador);
3. Sinais de alerta: uma combinação de alertas sonoros e visuais;
4. Vibração: em caso de excesso de velocidade, o pedal vibra.

A escolha da metodologia a aplicar pode variar dependendo do tipo de veículo em questão e ainda não há conclusões que indiquem o que é que funciona melhor. Por isso, cabe aos fabricantes escolher um destes sistemas de alerta e incorporá-lo nos seus ISA.

Atualmente, já muitos automóveis têm um assistente de velocidade inteligente integrado mas que, por defeito, encontra-se desligado.

Ler mais: Sistema ADAS: a tecnologia ao serviço da segurança da estrada

O ISA pode ser desativado?

Sim. Todos os imóveis novos têm de ter um sistema ISA ativado no exato momento em que um condutor ligar o seu carro. Contudo, há a possibilidade de desativar esta funcionalidade e de abdicar do limitador de velocidade automático.

Por este motivo, faz sentido assumir que as multas por excesso de velocidade ainda podem permanecer no código da estrada durante algum tempo.

A importância da prevenção e da condução defensiva

É indiscutível que esta nova diretriz europeia é um passo importante em matéria de segurança, e que a tecnologia vai continuar a ser uma aliada cada vez mais poderosa no setor automóvel.

Mas, mais do que tecnologia avançada ou multas por excesso de velocidade, a melhor arma no combate à sinistralidade será sempre a educação rodoviária e a prática de uma condução defensiva.

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